Websites de redes de bibliotecas em crescente expansão
domingo, dezembro 14, 2008
Rede de bibliotecas escolares regionais:
Bibliotecas RBE do Algarve http://www.algarvebecre.blogspot.com/
Rede de bibliotecas escolares do Porto http://194.79.88.139/rbep/
Rede de bibliotecas escolares do Baixo Guadiana http://redebibliotecasbaixoguadiana.blogspot.com/
Rede de bibliotecas regionais:
Grupo de Trabalho das Bibliotecas da Associação de Municípios de Setúbal http://www.evora.net/gtbib/ http://gtbib-amrs.blogspot.com/
Rede de bibliotecas interconcelhias:
Rede de bibliotecas de Mangualde e Penalva do Castelo http://rbm.cmmangualde.pt/
Rede de bibliotecas escolares interconcelhias:
Rede de bibliotecas escolares de Amadora, Sintra e Cascais http://linhadeleitura.wordpress.com/ Rede de bibliotecas escolares de Portimão e Monchique http://www.espaa.pt/jinf1/
Rede de bibliotecas municipais concelhias:
Rede de bibliotecas municipais da Amadora http://www.bibliotecas.cm-amadora.pt/index.html Rede de de bibliotecas municipais de Lisboa http://blx.cm-lisboa.pt/
Rede de bibliotecas municipais de Oeiras http://oeiras-a-ler.blogspot.com/
Rede de bibliotecas municipais de Vila Franca de Xira http://www.bmvfx.net/
Redes de bibliotecas (municipais e escolares) concelhias:
Rede de bibliotecas de Arganil http://www.rbca.bib-arganil.org/
Rede de bibliotecas de Carregal do Sal http://redecsal.no.sapo.pt/
Rede de bibliotecas de Espinho http://www.leremespinho.com/blog/
Rede de bibliotecas de Pombal http://rbp.cm-pombal.pt/
Rede de bibliotecas de São Brás de Alportel http://alunos.esjbv.pt/ http://abancatile.blogspot.com/
Rede de Bibliotecas escolares concelhias:
Rede de Bibliotecas escolares de Olhão http://talivrenmonte.blogspot.com/
Rede de bibliotecas escolares de Paredes http://biblioparedes.blogspot.com/
Rede de bibliotecas escolares de Santa Maria da Feira http://www.biblioteca.cm-feira.pt:82/winlib/
Rede de bibliotecas escolares de São João da Madeira http://sementesdosaber.blogspot.com/
Bibliotecas Particulares II - Andrew Berman (arquit.)
sábado, dezembro 13, 2008
Em 2007 Andrew Berman, um arquitecto nova-iorquino, projectou em Long Island (Nova Iorque) um edifício com função de biblioteca e local de pesquisa/escrita na herdade de uma escritora.
A biblioteca, adjacente à casa da escritora, resta meia encoberta pelo frondoso arvoredo envolvente vislumbrando-se apenas parcialmente. O interior do edifício é iluminado sobretudo com luz natural e as suas amplas janelas permitem facilmente observar a paisagem exterior.
Biblioteca Nacional de Brasília abre esta quinta-feira (11-12-008). Biblioteca ultramoderna foi projectada por Oscar Niemeyer.
quinta-feira, dezembro 11, 2008
A Biblioteca Nacional de Brasília (BNB) abre as portas ao público nesta quinta-feira (11/12/08). O evento de abertura contará com a presença especial de Oscar Niemeyer, o prestigiado arquiteto, que perfaz 101 anos próximo dia 15 de Dezembro. O arquiteto projetou esta magnífica obra, uma de muitas por si edificadas na capital da República.
Também designada por Biblioteca Nacional Leonel de Moura Brizola situa-se junto ao Eixo Monumental e faz parte do Complexo Cultural da República, projetado por Oscar Niemeyer, composto pela Biblioteca e pelo Museu Nacional Honestino Guimarães. O conjunto foi inaugurado em 15 de Dezembro de 2006. A inauguração em particular da biblioteca tinha sido adiada várias vezes.
Na ocasião, será assinado um termo de cooperação entre os ministérios da Ciência e Tecnologia, da Educação, e da Cultura, e o Governador do Distrito Federal, para garantir a operação da BNB. O evento acontece na própria BNB, no Conjunto Cultural da República.
Após a assinatura do acordo, autoridades, jornalistas e o público em geral serão convidados a conhecer os serviços que estarão disponíveis. A Biblioteca Nacional de Brasília, a primeira grande Biblioteca de Língua Portuguesa do Século XXI, será uma referência em oferta de serviços digitais para a população.
Totalmente gratuita, a Biblioteca oferecerá à população, das 9h às 21h, acesso público à internet com 51 computadores, adaptados inclusive para atendimento a portadores de necessidades especiais; um Centro de Produção Digital, onde qualquer cidadão poderá criar, em 10 estações de trabalho, produtos com conteúdos originais, editar vídeos ou desenvolver websites; e Salas de Treinamento para mini-cursos dirigidos para a capacitação digital.
Haverá ainda um Espaço Infantil, a ser destinado para utilização e alfabetização digital para crianças desde os cinco anos de idade; auditório para apresentações e conferências; área ampla para leitura e espaços de convivência, destinados a lançamentos e exposições literárias. Também haverá na BNB um acervo com projeções sobre a história das Bibliotecas da Língua Portuguesa, constituído por um túnel formado por imagens projetadas e textos fixos em duas paredes.
No Hall de entrada da Biblioteca, o usuário encontrará uma tecnologia totalmente original: um prisma de imagens formado por três telas espelhadas que refletirão a imagem de todas as pessoas que estiverem entrando na biblioteca. A idéia é criar no visitante a percepção de que ele não está apenas entrando num local de armazenamento e acesso a informações, mas de que ele faz parte do processo de construção do conhecimento.
O ponto forte da biblioteca será, naturalmente, seu acervo de livros e conteúdos digitais e impressos, direcionados principalmente para as áreas da cultura, educação, ciência, tecnologia e saúde. As pessoas poderão ter contato in loco a qualquer dos conteúdos disponíveis, mas quem quiser poderá ter acesso remoto ao acervo digital da biblioteca, seja em formato de texto, áudio ou vídeo. O acesso remoto ao acervo, contudo, somente estará disponível a partir do meio do ano que vem.
O Centro de Referência de Inclusão Digital O Centro de Referência de Inclusão Digital (CENRID), mantido pelo Ibict/MCT, atuará em várias frentes dentro da Biblioteca Nacional de Brasília. Além de ser promotor de palestras, conferências e congressos nos espaços da BNB, o CENRID fará capacitações, treinamentos e tutoriais. Também desenvolverá pesquisas de monitoramento sobre o uso e a eficácia dos espaços disponibilizados à população pela BNB. A intenção é acompanhar o modo de utilização e a efetiva utilidade de cada um dos espaços para, posteriormente, multiplicar estas experiências para todo o Brasil.
O CENRID é uma ação do IBICT que tem por objetivo viabilizar uma experiência institucional e social de uso intensivo de tecnologias digitais e de redes. Na BNB, o CENRID pretende servir como alicerce para caracterizá-la como espaço efetivo de disseminação de conhecimento, difusão cultural, científica e tecnológica para toda a sociedade brasileira.
Acesso à Internet de alta velocidade A BNB terá conectividade à Internet com grande capacidade de banda. Todos os serviços que dependem de rede - os espaços adulto e infantil de acesso à Internet, os serviços de webconferência e a consulta remota ao acervo - serão atendidos por uma conexão com capacidade de 1 Gbps à Rede Metropolitana de Brasília. A BNB é uma das 20 instituições participantes da rede do Distrito Federal, que está ligada ao Ponto de Presença da RNP local. O projeto Redes Comunitárias de Educação e Pesquisa (Redecomep), iniciativa do Ministério da Ciência e Tecnologia coordenada pela RNP, é responsável pela implementação de redes como essa em todo o país.
Cronograma de Abertura ao Público A solenidade de abertura da Biblioteca Nacional de Brasília ao público no dia 11 de dezembro deverá contar ainda com a presença do Secretário de Cultura do GDF, Silvestre Gorgulho, do Diretor do Ibict, Emir Suaiden, e do Diretor da RNP, Nelson Simões.
O evento marcará simbolicamente a efetiva disponibilidade da BNB a toda a população e servirá para a assinatura do convênio interministerial destinado a viabilizar a manutenção e a gestão da Biblioteca.
Serviços à população A partir do dia 11 de dezembro, nesta que consistirá a primeira fase da implantação de serviços, estarão disponíveis à população:
• Espaço CLIC, local de acesso à Internet e periódicos impressos; • Espaço Infantil, sala de acesso à Internet e periódicos impressos para crianças de 5 a 10 anos; • Sala de cursos, oferecidos pela Biblioteca à população em geral; • Auditório equipado com webconferência; • Empréstimo restrito de livros; • Hall de Exposições; • Site da BNB, com cadastramento de usuários via web; • Salão de Leitura do 2º e 3º andares; • Salas de estudo individual e em grupo; • Guarda-volumes.
Nas próximas fases, a Biblioteca deverá oferecer outros serviços, conforme cronograma:
• Março/2009 – Ativação das Poltronas Multimídia; • Abril/2009 – Abertura do Centro de Criação Digital; • Julho/2009 – Consulta e empréstimo do acervo da BNB, e consulta ao acervo pela Internet; • Setembro/2009 – Abertura do salão do 4º andar para estudo e leitura.
A Viabilização Institucional e Financeira da BNB A Biblioteca Nacional de Brasília definiu e implementou seus serviços ao público a partir de uma parceria do Ministério da Ciência e Tecnologia, por meio do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict) e da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), com a Secretaria de Cultura do Governo do Distrito Federal (GDF). A assinatura de um termo de cooperação entre os ministérios da Ciência e Tecnologia, da Educação e da Cultura e o GDF, no dia da abertura da BNB ao público, irá garantir os recursos financeiros necessários para a manutenção da BNB até que ela seja institucionalizada na forma de uma Organização Social (OS), sob supervisão da Secretaria de Cultura do GDF.
Fonte do texto (em português do Brasil) e imagem: IBICT
Ministério da Cultura exerce poder de compra, mercê ajuda de mecenato, sobre espólio de Fernando Pessoa. Espólio já se encontra na Biblioteca Nacional
"Os 14 lotes do espólio de Fernando Pessoa, de um conjunto recentemente leiloado, já se encontram na Biblioteca Nacional de Portugal (BNP), depois de o Ministério da Cultura ter exercido o seu direito de preferência.
A compra, no valor de maisde 158 mil e 538 euros, foi feita graças ao contributo mecenático da REN - Rede Eléctrica Nacional.
Numa conferência de Imprensa, ontem realizada na BNP, o ministro da Cultura, José António Pinto Ribeiro, especificou que os documentos adquiridos "foram aqueles que, de acordo com indicações de peritos da própria BNP, foram classificados como relevantes".
Os lotes em causa faziam parte de um conjunto de 39 que, a pedido da família do poeta, foram a leilão em Lisboa, no passado dia 13 de Novembro. O leilão, logo objecto de acesa polémica, acabou por se realizar. Segundo o ministro da Cultura foi a própria família do poeta que manifestou interesse em que o Estado assegurasse o direito de preferência. Pinto Ribeiro adiantou que, por razões de segurança e cautela, «entendeu-se por bem que se deveria classificar todo o património do poeta com interesse bibliográfico».
O ministro admitiu que, entre os lotes entretanto retirados do leilão, «há alguns com documentos classificados ou em vias de classificação».
Depois de a BNP ter indicado quais os documentos que deveriam ser adquiridos, o processo foi concretizado estando agora sob os seus cuidados. Irá inventariar, tratar e digitalizar os documentos em causa, disponibilizando-os depois ao acesso público através da sua página na Internet.
O ministro recordou que a BNP «tem guardado o espólio de muitos dos grandes autores portugueses. Ainda recentemente as famílias de José Cardoso Pires e de Jorge de Sena doaram todo o espólio destes autores para que aqui ficasse depositado ».
Agora, no caso da aquisição de documentos de Fernando Pessoa, que deste modo vão engrossar o acervo já existente, desde 1969, na BNP, há a destacar, segundo Jorge Couto, director da instituição, um valioso conjunto de manuscritos entre os quais os constantes no Lote 39, que dizem respeito a um célebre caso que na época encheu páginas de jornais, referentes ao mágico Aleister Crowley . O dossier, com mais de 300 folhas, é muito diversificado e inclui textos de Pessoa para a redacção da novela inacabada com projecto de título "The Mouth of Hell" e tradução do próprio de "The last spell" (O último sortilégio), e textos sobre o suposto suicídio de Aleister Crowley na Boca do Inferno (Cascais).
Parque Biblioteca España: uma biblioteca deveras original
O Parque Biblioteca España, inaugurado em finais de 2007, em Santo Domingo, na Colômbia, é formada por três grandes espaços: biblioteca, centro comunitário e centro cultural; assemelhados a blocos rochosos que se confundem na paisagem.
Na recente Bienal de Arquitectura e Urbanismo Iberoamericana foi considerada a obra de arquitectura contemporânea mais importante de América Latina.
Google Book Search passa a disponibilizar também artigos de revistas não académicas
O Google começou a acrescentar revistas ao seu projecto “Google Book Search”, a sua biblioteca de livros digitalizados e disponíveis online.
O Google começou a digitalizar a cores milhões de páginas de revistas norte-americanas. «Até ao momento já digitalizámos mais de um milhão de artigos de edições passadas de revistas com títulos do mais diverso conteúdo, desde Saúde Masculina a Baseball», acrescenta a nota.
Os artigos de publicações americanas como "New York Magazine", "Popular Mechanics" ou "Popular Science" estão disponíveis só no “Google Book Search”, mas o Google espera poder oferecê-los no futuro no site de pesquisa geral.
O serviço faz parte de um acordo entre o Google e dúzias de editoras que decidiram abrir seus arquivos ao motor de pesquisa e em retorno receberem a receita pela publicidade que o google insere junto aos artigos.
"Nuevo Tesoro Lexicográfico del Español (S. XIV-1726)" possui 1 milhão de entradas e contém terminações em Português
quarta-feira, dezembro 10, 2008
A história de cem mil palavras da língua espanhola, desde o século XIV até 1726, está reunida no "Nuevo Tesoro Lexicográfico del Español (S. XIV-1726)", considerada uma obra sem precedentes nos idiomas românicos e que hoje foi apresentada em Madrid.
Da autoria dos catedráticos Lidio Nieto Jiménez e Manuel Alvar Ezquerra, a publicação, que contém terminações em Português, retrata em 11 volumes, e em mais de 11 mil páginas, a evolução das palavras.
Para este trabalho, que se socorreu de todos os dicionários e glossários «mais ou menos completos» desde o século XIV até 1726, data apontada para o início da "lexicografia oficial", o investigador Lidio Nieto dedicou 21 anos da sua vida.
A obra, para a qual os autores tiveram de pesquisar informação em bibliotecas espanholas, europeias e da América, tem um milhão de entradas, já que apresenta todas as variantes de cada palavra.
Parte do período abrangido na publicação coincide com a expansão do Império espanhol e aos seus autores surpreendeu-os o «conhecimento da língua e a riqueza lexical que havia na altura».
Além do Espanhol e do Português, o "Novo Tesouro Lexicográfico" inclui palavras em Latim, Árabe, Hebreu, Galego, Basco, Catalão, Francês, Italiano, Neerlandês, Alemão e Inglês. O custo total da obra em formato impresso ronda os 800 euros.
Um guia sobre o Acordo Ortográfico da editora Moderna (São Paulo), disponibilizado na net. Coordenação editorial de Áurea Regina Kanashiro. Uma visão do Acordo do lado brasileiro.
«Verdade que existem hoje mais brasileiros falando a Língua Portuguesa que portugueses em toda a história de Portugal» Jorge Amado
Biblioteca Nacional de Portugal entrega conjunto de publicações impressas à Biblioteca Nacional de Angola
A Biblioteca Nacional de Portugalentrega dia 11 de Dezembro, em Luanda, um conjunto de publicações impressas, entre jornais diários do Governo português, de 1778 a 1986, e livros, à Biblioteca Nacional de Angola (BNA), no âmbito de um protocolo de colaboração das duas instituições assinado em 2006.
Durante a cerimónia a empresa ESCOM vai entregar à BNA um leitor de microfilmes avaliado em cinquenta mil dólares. Este equipamento vai permitir a consulta de um conjunto de jornais microfilmados no âmbito do projecto "Memórias de Angola", que visa a recuperação, por parte da BNA, mediante cópias digitais e microfilmes, dos documentos relativos a Angola, existente na instituição. Foram, ao longo de 2007, microfilmados os jornais ABC, Angola Norte, a Civilização da África Portuguesa, Comércio de Angola, Comércio de Benguela, a Província de Angola e Última Hora.
XVIII "Encontro de Literatura para Crianças" na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, de 15 a 16 de Dezembro
De 15 a 16 de Dezembro realiza-se no Auditório 2 da Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, a XVIII "Encontro de Literatura para Crianças" intitulado "Palavra de Trapos: As Línguas que os Livros Falam". As sessões decorrem entre as 09h00 e as 18h00, com entrada livre, com excepção da participação nos workshops que requerem inscrição prévia.
PROGRAMA:
15 de Dezembro, Segunda-feira
09h30 Sessão de Abertura Ministro da Cultura Fundação Calouste Gulbenkian
09h45 Conferência de Abertura Manuel António Pina
11h00 Palavras Rimadas José António Gomes (Comunicação de Enquadramento) José Jorge Letria Ana Luísa Amaral Anabela Mota Ribeiro (moderadora)
14h30 Palavras de Outrora, Agora Ana Paula Guimarães (Comunicação de Enquadramento) Manuela Júdice Alice Vieira Rui Lagartinho (moderador)
16h00 Palavras Trocadas Sara Reis da Silva (Comunicação de Enquadramento) Luísa Ducla Soares Bernardo Carvalho Ana Margarida Carvalho (moderadora)
Dia 16 de Dezembro, Terça-feira
09h00 Palavras Pintadas João Paulo Cotrim (Comunicação de Enquadramento) Vicente Ferrer António Torrado Luís Henriques João Miguel Tavares (moderador)
11h00 Palavra de Bicho Ana Margarida Ramos (Comunicação de Enquadramento) Mesa Redonda: Maria Teresa Maia Gonzalez Manuel António Pina Álvaro Magalhães Luísa Dacosta
12h30 Sessão de Encerramento Eduardo Filipe – Relator Rita Taborda Duarte - Comissária Fundação Calouste Gulbenkian
14h30 – 18h00 Workshops
Workshop 1 – Sala 2 “Do Livro à Animação”, Nuno Feijão
Workshop 2 – Sala 1 "A subversão dos movimentos do corpo e das hitórias tradicionais", Fernando Galrito
Com a participação de Cristina Paiva.
Estes Workshops terão no máximo 30 pessoas que deverão inscrever-se previamente até dia 2 de Dezembro: Email: lboliveira@gulbenkian.pt Tlf: 21 7823554
Fonte do texto e imagem: Fundação Calouste Gulbenkian
Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Angra do Heroísmo com novo website!
A Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Angra do Heroísmo, uma das bibliotecas portuguesas depositárias de Depósito Legal nacional (no seu caso desde 1979) possui um novo website. Um excelente website! Muito Parabéns às pessoas que o implementaram e o actualizam/desenvolvem regularmente.
Prémio Brilhante Weblog 2008 para o "Bibliotecas em Portugal"
terça-feira, dezembro 09, 2008
O blogue "Notas Soltas" de Pedro Penteado, atribuiu recentemente ao nosso blogue, BeP, o prémio Brilhante Weblog 2008. Sendo o "Notas Soltas" um excelente blogue e um dos pioneiros em Portugal na área de blogues de ciências da informação e documentação, sendo nomeadamente na área da arquivística o primeiro blogue no nosso país, ainda mais gratificante é auferir este prémio e ficamos muito reconhecidos. O BeP nomeia 7 blogues para este prémio, segundo as suas regras. Como este é o primeiro prémio que o BeP recebe entendemos compartilhá-lo entre 7 blogues institucionais e 7 blogues pessoais. São eles, por ordem alfabética:
Biblioteca itinerante "Bibliomealhada" já circula no concelho da Mealhada há mais de um ano
No dia 5 de Novembro de 2007 teve ínicio o projecto “Bibliomealhada”, a biblioteca itinerante do município da Mealhada. Trata-se de um autocarro transformado em biblioteca que faz chegar livros, jornais, revistas, CD’s, DVD’s e Internet a todas a povoações do concelho, promovendo assim a igualdade de oportunidades no acesso à cultura, e a sua inclusão na sociedade da informação.
O autocarro original, com 50 lugares, foi transformado pelos funcionários da autarquia (que idealizaram o projecto) numa biblioteca móvel que percorre há mais de um ano as oito freguesias do concelho, com o propósito de levar a todos os cidadãos do município as obras e alguns serviços da Biblioteca Municipal da Mealhada. O “Bibliomealhada” conta com uma zona para ler e ouvir música, um pequeno anfiteatro para se assistir a um filme ou documentário e uma área equipada com computadores, com acesso gratuito à internet. Para além de promover a leitura junto dos munícipes de diferentes faixas etárias do concelho, possibilita assim a aprendizagem das novas tecnologias da informação. O empréstimo domiciliário contempla até um conjunto de três livros, um CD e um DVD.
A responsável pela Biblioteca Municipal da Mealhada, Manuela Soares, garante que «o balanço deste ano é extremamente positivo». O Bibliomealhada, que percorre vinte e cinco lugares de paragem, por todo o concelho, tem na actualidade cerca de quinhentos novos leitores desde a sua inauguração. Os utilizadores da Biblioteca Municipal da Mealhada, já com cartão, usam o mesmo cartão no bibliomóvel.
Gisela Ferreira, técnica da biblioteca, revela alguns dados curiosos do público do bibliomóvel: «As crianças quase sempre requisitam o número máximo de documentos que podem levar, isto é, três livros, um CD e um DVD. Os adultos requisitam mais literatura estrangeira e livros temáticos. A Hora do Conto é bastante frequentada por crianças. Já os idosos recorrem mais ao visionamento de filmes antigos portugueses no pequeno anfiteatro do bibliomovel. Os dois postos de internet são bastante procurados pelos mais novos, mas também por alguns adultos». “As Escolas Básicas 1 e Jardins-de-Infância recebem, todos os meses, uma mala com os ‘Livros em Viagens’, um conjunto de livros sobre determinada temática. Essa mala permanecernesse espaço até a Bibliomealhada voltar a lá passar, levantar essa mala e deixar outra, com livros sobre uma nova temática, e assim sucessivamente. Esta é a forma da Biblioteca Municipal da Mealhada promover a leitura no concelho, mediante o protocolo assinado com o Plano Nacional de Leitura. Os lares e centros de dia recebem também os ‘(A)braços da Biblioteca Municipal’ que são cestas com livros, DVD e CD”, disse ainda Gisela Ferreira.
«Os objectivos foram mais do que cumpridos. ‘Quando Maomé não vai à montanha, a montanha vai a Maomé’, foi este o lema que seguimos e já vimos que resulta. Neste caso, os livros, os CD, os DVD e a internet vão às pessoas, às suas terras e às escolas. É um projecto que facilita o acesso dos munícipes aos serviços da Biblioteca Municipal da Mealhada e, no fundo, à cultura. Tem tido muita aceitação por isso!», conclui Carlos Cabral, presidente da autarquia.
O autocarro passa nas sedes de freguesia do concelho, no seguinte horário semanal:
Segunda-feira - Pampilhosa (14h30 às 17h00)
Terça-feira - Vacariça (10h00 às 12h30) ; Luso (14h30 às 17h00)
Quarta-feira - Ventosa do Bairro (10h00 às 12h30) ; Antes (14h30 às 17h00)
Quinta-feira - Casal Comba (10h00 às 12h30) ; Barcouço (14h30 às 17h00)
Fontes: Texto: Câmara Municipal da Mealhada e Jornal da Mealhada Fotos: Câmara Municipal da Mealhada
Registo obrigatório de sites alemães na Biblioteca Nacional da Alemanha originou polémica.
quinta-feira, dezembro 04, 2008
Uma lei do estado alemão de 2006 dá à Biblioteca Nacional da Alemanha a capacidade legal de requisição formal das obras dos seus cidadãos, cabendo-lhes a eles próprios o depósito dos materiais nos arquivos da Biblioteca Nacional. Não cumprir a requisição acarreta multas até 10 mil euros. Caso não seja atendida, a biblioteca está autorizada a conseguir os trabalhos através de outros meios, e qualquer custo envolvido nesse processo será pago pelo utilizador, para além da multa.
Neste âmbito uma das lógicas seria arquivar em formato digital todo o tipo de sites (forúns, blogues, websites, etc.) em língua alemã ou administrados/editados por alemães. Muitos blogueiros alemães não concordam com o plano de arquivar em formato digital os seus blogues na Biblioteca Nacional. Correu recentemente na blogosfera alemã a proposta de converterem os seus blogues para o formato PDF, o que levaria os servidores da Biblioteca Nacional ao colapso.
Esta atitude dos blogueiros alemães impeliu a instituição a corrigir as regras. A Biblioteca Nacional veio expressar que o lhe interessa, no momento, são blogues de pessoas da vida pública alemã e não todos os blogues, e que as multas são possíveis apenas como última medida.
A Biblioteca Municipal Prof. Marcelo Rebelo de Sousa, de Celorico de Basto possui no momento cerca de 134 mil livros. Como a população no momento no concelho é de cerca de 19 800 habitantes isso dá 6,7676(76) livros por habitante. Depois de Lisboa, Coimbra, Porto, Mafra, Évora, Braga, Angra do Heroísmo e Funchal ajuízo que será o concelho com maior média deste tipo. E a biblioteca possui mais de 6 mil utilizadores inscritos. Grande parte dos livros foram doados pelo Prof. Marcelo Rebelo de Sousa ou seus amigos.
Outras bibliotecas do país, menos apetrechadas para o universo de pessoas que servem, têm requerido ao Prof. Marcelo Rebelo de Sousa que também lhes envie livros, mas praticamente tudo o que o Prof. doa vai para a Biblioteca M. de Celorico de Basto.
(uma pilha alta de livros chama a atenção. Cinco pilhas mais baixas de livros já passam (mais) despercebidas)
Biblioteca Municipal de Valença tem meio milhar de utentes galegos inscritos
Um em cada quatro dos que requisitam livros é espanhol, daí a aposta em publicações galegas
A Biblioteca Municipal de Valença é cada vez mais procurada por espanhóis, nomeadamente galegos. Mas os valencianos também podem requisitar livros em Tui, graças a uma parceria entre as duas autarquias.
A Biblioteca Municipal de Valença tem, actualmente, meio milhar de utentes galegos inscritos, oriundos na sua esmagadora maioria de Tui e localidades vizinhas mais próximas da fronteira. Num universo de 2184 de registos de pessoas que utilizam os serviços da biblioteca e requisitam livros a título de empréstimo, 472 são residentes na Galiza, quase 25 %.
A crescente procura dos galegos por aquele espaço, a que se associa também a deslocação do Bibliomóvel de Valença (serviço de biblioteca itinerante destinado principalmente a crianças e jovens) uma vez por mês ao outro lado da fronteira, deu origem a uma parceria com o Ayuntamiento de Tui, com o objectivo de os portugueses poderem também usufruir livremente da biblioteca pública daquela localidade galega.
«Este intercâmbio vem reforçar a afirmação e o conhecimento da literatura portuguesa na Galiza, bem como proporciona aos valencianos um contacto, mais próximo, com a vasta produção literária da Galiza», considera o presidente da Câmara Municipal de Valença, José Luís Serra, cuja posição encontra eco nos seus parceiros de Tui.
O Conselheiro da Cultura Tudense, Moisés Rodríguez Pérez, entende que "esta medida sublinha o novo carácter empreendedor da biblioteca tudense que tenta abrir novos espaços de promoção da leitura e de aproximação às diversas sensibilidades culturais que existem na nossa cidade", disse ao JN.
Fruto da dinâmica que se vem cimentando entre as referidas duas unidades públicas portuguesa e galega, e para dar resposta à procura crescente dos galegos pelos seus serviços, a Biblioteca Municipal de Valença vem somando ao seu espólio publicações em galego.
Segundo dados a que o Jornal de Notícias teve acesso, a Biblioteca de Valença tem, actualmente, disponíveis para consulta e requisição cerca de 29 mil monografias, das quais 270 são galegas.
Aos seus serviços acorrem em média 83 pessoas por dia e dali saem para empréstimo cerca 520 publicações por mês, sendo que uma boa parte delas é requisitada por interessados proveniente da Galiza.
O serviço de Bibliomóvel é prestado oito vezes por mês a escolas básicas e jardins de infância do concelho, e uma delas às escolas de Tui.
A nível mundial já existe uma pronunciada literatura criada especialmente para ser lida em telemóveis. O país com maior relevância neste campo é o Japão, onde alguns livros criados especificamente para ser lidos nos telemóveis ficaram entre os 10 livros mais vendidos em 2007, neste país. Comprovou-se igualmente que os índices de leituras do Japão, já bastante elevados, têm aumentado nos últimos anos devido a esta utilização dos telemóveis.
Em Espanha também já começam a surgir os primeiros projectos neste campo.
Recentemente, duas empresas do País Basco, a Eleka Ingeniaritza Linguistikoa (empresa basca que desenvolve e comercializa produtos multilingues e serviços baseadas em tecnologia linguísticas) e a Bluexare (empresa navarra de tecnologia dedicada ao desenvolvimento de aplicações para telemóveis) realizaram uma parceira para desenvolver a aplicação “Libros en los móviles” que permite a leitura de livros em telemóveis em qualquer lugar. Contactaram diversas editoras mas até ao momento apenas a editora basca Alberdania quis disponibilizar o seu catálogo. Os utilizadores através de telemóveis acedem a um catálogo de obras, escolhem o livro que querem ler e descarregam-no para o telemóvel. O formato de apresentação do conteúdos (texto, fotos, figuras, etc.) dos livros é especialmente adequado aos telemóveis, claro que quanto maior for o tamanho e definição do ecrã do telemóvel melhor será a comodidade da leitura. No momento a Alberdania possibilita e de forma gratuita aceder aos três primeiros capítulos das suas obras. A partir do início do próximo ano comercializará as obras em texto integral. É esperado que outras editoras se juntem a este projecto Como este projecto promove a leitura, especialmente entre as camadas mais jovens, foi subsidiado pela Vice-conselharia de Politica Linguística (Departamento da Cultura do País Basco)
Outro projecto em curso em Espanha que visa fomentar a ligação entre livros e telemóveis é o “Bidibooks” de uma editora da Corunha, a Netbiblo (editora de publicações de âmbito académico). Os livros impressos (papel) têm nas suas páginas códigos de barras, os designados QR Codes. Esse QRC ao serem fotografados por um telemóvel, permitem depois aceder a múltiplos recursos afins da web (texto, imagens, vídeo, etc), para que os leitores possam adquirir mais informações sobre dado assunto. Na Bidibooks as primeiras obras disponibilizadas com esta funcionalidade foram Guias Citadinos.
Sobre a nova Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço, da Guarda
A Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço, da Guarda, a inaugurar dia de aniversário, a 27 de Novembro, um dos equipamentos culturais mais aguardados e que fechará o chamado “triângulo cultural” também constituído pelo Teatro Municipal da Guarda e pelo Centro de Estudos Ibéricos, promete dar novo fôlego à cultura na Guarda. O equipamento custou 1,7 milhões de euros. De realçar os cerca de três mil livros da colecção particular de Eduardo Lourenço e de alguns textos manuscritos do ensaísta que também vão integrar o espólio da nova biblioteca e que foram oferecidos pelo próprio no dia em que fez 85 anos (23 de Maio de 2008). Trata-se de um conjunto de livros que o ensaísta seleccionou de entre várias obras que lhe foram oferecidas, algumas das quais com dedicatórias e textos manuscritos, nas áreas da Filosofia, da História, das Artes e da Literatura.
Salas vão ter nome de obras de Eduardo Lourenço A nova biblioteca da cidade fica situada na Quinta do Alarcão, “paredes-meias” com a Alameda de Santo André e junto ao edifício do Centro de Estudos Ibéricos, na Rua Soeiro Viegas. O local vai assumir-se como um autêntico parque cultural e de lazer, uma vez que junta duas estruturas culturais da cidade que na sua envolvente têm uma importante mancha verde de pinheiros e azevinhos e um pequeno auditório ao ar livre, bem como vários percursos pedestres. Em suma, uma reserva de potencialidades ambientais e lúdicas que pretende estabelecer uma relação forte entre a Alameda de Santo André e as Ruas Soeiro Viegas e Alexandre Herculano. O edifício da nova biblioteca apresenta-se em dois pisos, ficando o primeiro reservado ao público mais jovem, com uma zona de leitura informal, um recanto com sofás e uma pequena sala para actividades de leitura, algumas das quais a decorrer nas tardes dos Sábados. Todos os espaços na nova biblioteca vão ter o nome de obras de Eduardo Lourenço: no caso da secção do público mais jovem, a sala será denominada de “Nós como futuro”. No mesmo piso encontramos uma sala polivalente denominada de “Tempo e poesia” que irá acolher debates, colóquios, projecções e exposições, e ainda um pequeno bar, acessível ao público. No segundo piso vão funcionar as áreas de trabalho, o sector técnico e administrativo e a secção de adultos intitulada de “A nau de Ícaro”. Esta sala está subdividida em secções de consulta de periódicos e aprendizagem à distância. A zona está equipada com computadores, contando com 32 lugares de consulta, seis dos quais com equipamento multimédia e audiovisual. Na zona da cave vão funcionar as secções de manutenção e restauro de documentos, o depósito central e a Livraria Municipal, que funcionou até à data no edifício da Câmara Municipal da Guarda. Recorde-se que esta livraria surgiu em Março de 2003 com o objectivo de proporcionar maior visibilidade aos autores e às colectividades do concelho e do distrito da Guarda com obras editadas. Poesia, prosa, ficção ou história, o leque das ofertas é variado. Com lugar na nova biblioteca, a autarquia espera que a Livraria Municipal ganhe mais projecção, tornando-se num espaço de divulgação cultural ainda mais activo, onde se podem encontrar várias edições (em forma de livros, DVDs ou CDs) de autores do Distrito, mostrando a capacidade criativa das gentes da Guarda.
Os livros Todos os livros que estavam no antigo edifício da biblioteca (Solar Teles Vasconcelos), tanto os que faziam parte da Biblioteca Municipal, como os da ex-Biblioteca Fixa nº41 da Fundação Calouste Gulbenkian, tiveram que passar por um longo processo de desinfestação e limpeza e, nalguns casos, houve mesmo que reencadernar algumas edições. Trata-se de um processo extremamente moroso e que, a par do inventário e catalogação informática de todo o espólio da Biblioteca Municipal, dificultou, e muito, a transição dos livros para a nova biblioteca da cidade. Recorde-se que a Biblioteca Municipal da Guarda tem 128 anos e um fundo muito grande de livros. Para a nova biblioteca, Ana Pessanha, a directora da Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço, seleccionou parte do fundo existente, que teve que ser tratado, e foram comprados livros novos. «Assim que forem sendo tratados, vão ser expostos ao público», refere a directora. «Uma das boas surpresas que tivemos com este fundo foi o riquíssimo património de jornais», refere Ana Pessanha, a trabalhar na mudança de casa desde meados Novembro de 2007. Já o estado em que os periódicos se encontravam, uma vez que a sua consulta era facultada directamente ao público, foi uma das causas de preocupação. «Em Janeiro apercebi-me que havia um problema grande com os jornais quando me desloquei à Biblioteca Nacional com alguns funcionários. O objectivo era mais o de ver como era feita a encadernação dos jornais e foi então que me apercebi que eles estavam muito mal tratados; eram fotocopiados, consultados, emprestados e o seu desgaste era enorme!», conta. Como consequência imediata, os jornais foram entregues a duas funcionárias que começaram o seu tratamento de conservação. «Logo que esse trabalho esteja concluído, os jornais serão digitalizados e será dessa forma que o público os poderá depois consultar», adianta. Nas estantes da nova biblioteca vão estar, no dia da inauguração mais de 16 mil livros. «16 mil é o número que temos até ao momento (22 de Outubro) prontos para ir para as estantes. A 27 de Novembro deverão já estar mais livros dos que estão em fase de desinfestação. Estamos também à espera de uma grande encomenda de títulos novos, que deverá chegar nos próximos dias, mas, para já, 16 mil é o número que temos», refere. Os novos livros adquiridos para a Biblioteca têm públicos muito abrangentes. «Uma biblioteca tem que ter em conta a preferência dos utilizadores. E nos últimos anos não havia a noção exacta do perfil de quem requisitava os livros e por isso apostámos num pouco de tudo: Literatura, Ginástica, Jardinagem… completámos obras, e adquirimos sobretudo temas que nos pareceram interessar às pessoas, com informação imediata, porque para os investigadores nós já tínhamos obras».
Uma biblioteca para públicos dos 8 aos 80 A Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço quer apostar no público familiar. A ideia é que avós e netos ou filhos e pais possam usufruir do espaço. «Enquanto os mais velhos tomam café e lêem o jornal ou uma revista no nosso bar, as crianças que os acompanham podem deslocar-se à sala jovem “Nós como Futuro”, onde para além do contacto com as obras, as crianças podem ouvi-las na sala do conto, uma sala onde aos Sábados vamos fazer actividades de leitura», explica Ana Pessanha. A Biblioteca pretende atrair o público infantil e é mais fácil fazê-lo através da família do que através da escola, «pelo menos achamos que tem outro peso a criança vir à biblioteca com os pais ou com outros familiares», justifica a bibliotecária. O dia escolhido é o Sábado à tarde. Ana Pessanha refere que cativando as famílias é mais fácil criar hábitos de leitura nas crianças. De qualquer forma, existe já um plano de trabalho com as escolas e com os professores. Logo após a semana da inauguração, a biblioteca conta receber as crianças do ensino pré-escolar e do 1º ciclo do ensino básico. «A ideia é mostrar-lhes as instalações e o espaço que foi criado para elas». Por outro lado, a Biblioteca Eduardo Lourenço endereçou um convite às escolas para que os estabelecimentos de ensino dos 2º e 3º ciclos elaborassem um horário de visita ao espaço, estando previstas depois várias actividades de leitura que decorrerão no 2º período lectivo. Para já, esta actividade envolve mais de 30 professores e prevê a visita ao espaço na hora do estudo acompanhado dos alunos. «Queremos envolver os professores em todas as actividades a realizar e por isso antes de iniciar a série de visitas está prevista uma reunião. Sabemos que os grupos e os interesses de cada turma são diferentes e por isso queremos falar com os professores antes». Nestas actividades, para além da visita ao espaço, está prevista também formação do utilizador. «Queremos mostrar-lhes como podem utilizar o espaço e chegar à informação», explica a directora da biblioteca.
O Cartão de leitor e os vários suportes de informação Logo após a abertura, a nova biblioteca vai proceder à edição de novos cartões de leitor. Cada utilizador passará a ter os seus dados processados em formato digital numa ficha com toda a informação necessária. Após o preenchimento desses dados é editado o cartão e é-lhe atribuído um número, que dará acesso à requisição de livros na biblioteca, sendo o serviço totalmente gratuito. Cada leitor pode requisitar três livros de cada vez. Quanto ao prazo de entrega, ainda não está definido, mas a directora explica que logo que é feita a requisição «é entregue um talão com o livro, onde estará definida a data de entrega, para a pessoa não se esquecer de o devolver». A par de livros, DVDs, CDs e jornais, a biblioteca vai ter também outros suportes informativos como é o caso da fotografia. Neste novo espaço cultural ficará organizado o arquivo fotográfico da cidade, acessível em formato digital a partir dos postos de informação dos computadores. «Se um utilizador fizer uma pesquisa na nossa base de dados sobre toponímia, para além de livros, ou artigos de jornal, de um ficheiro de áudio ou vídeo, poderá também encontrar fotografias sobre o mesmo tema», explica Ana Pessanha. Expectante em relação ao número de pessoas a utilizar o espaço da nova biblioteca nos próximos meses, Ana Pessanha diz que o maior objectivo é cativar público. «Queremos ter o maior número de pessoas possível a visitar o espaço. Por outro lado, há ainda muito trabalho a fazer na inventariação, catalogação e no tratamento de informação, e é também nisso que vamos trabalhar nos próximos tempos».
A Directora da Biblioteca Há 29 anos a trabalhar em bibliotecas, Ana Pessanha passou pela Comissão de Coordenação da Região Centro, em Coimbra, a sua cidade natal, e esteve na Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Viseu. É licenciada em História, com especialização em Arqueologia na Universidade de Coimbra. Depois, pós-graduou-se em Ciências Documentais (de Biblioteca e Arquivo) na mesma Universidade e mais tarde tirou o Mestrado em Ciências Sociais – Território, Identidades e Património pelo ISCTE, com a tese A biblioteca escolar nas novas práticas educativas face à sociedade de informação: um estudo empírico no concelho de Viseu. Em fase de elaboração da tese está o Doutoramento em “Metodologia y Líneas de Investigación en Biblioteconomia y Documentación”, na Universidade de Salamanca. Na Guarda há um ano, Ana Pessanha explica que encarou o projecto da Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço como um projecto aliciante. «Gosto de fazer coisas novas, gosto de apostas difíceis e sobretudo de desafios», refere. Por outro lado, a possibilidade de trabalhar com o público infantil era algo que há muito queria fazer. «Sempre quis trabalhar com uma biblioteca que tivesse secção infantil. Estive sempre em bibliotecas que não me deram essa possibilidade, todas ligadas ao Ensino Superior, que o público era “obrigado” a frequentar. Esta parte de cativar o público e de ter uma secção infantil era algo que eu perseguia há muito tempo e quem me conhece sabe disso», explica.
A nova biblioteca segundos os arquitectos José Gomes Fernandes e Pedro Gomes Fernandes, autores do Projecto:
1. A nova Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço localiza-se na Quinta do Alarcão, espaço verde com elevadas potencialidades ambientais e lúdicas e que comporta ainda o edifício do Centro de Estudos Ibéricos e um auditório de ar livre, valências complementares deste Parque Cultural e de Lazer. 2. A nova Biblioteca perpetua-se no nome de um grande pensador contemporâneo da cultura portuguesa, Professor Eduardo Lourenço, natural do distrito da Guarda e que à terra de origem doou o melhor do seu espólio de produção intelectual e cultural, que será acolhido nesta Instituição. 3. O conjunto de valências culturais centrado na Biblioteca Eduardo Lourenço gera uma teoria de percursos e acessos ao parque envolvente de funcionalidade múltipla, com apropriação dos espaços de lazer e descanso voltados para a leitura e contemplação da Natureza e uma relação funcional em que o livro se assume como pivot de dinamização de uma nova centralidade urbana. 4. O novo edifício desenvolve-se em dois pisos acima da cota de acesso de peões: O primeiro (r/chão), destinado à “secção infantil” da biblioteca, átrio de acesso, acolhimento e informação e sala polivalente, por seu lado de ligação também directa ao exterior, e ainda prumada vertical de acessos (escada e ascensor/monta-cargas) e instalações sanitárias. Contempla ainda uma pequena cafetaria ligada ao acesso. O segundo (1º andar), destinado à “secção de adultos”, com acesso pela prumada vertical de escada e ascensor/monta-cargas, contempla zonas de trabalho e de gestão técnico-administrativa e biblioteca de adultos com “um espaço único dividido por mobiliário” para definição das diversas zonas: consulta de periódicos; serviços de referência e informação à comunidade; auto-formação e aprendizagem à distância; empréstimo; consulta local e consulta de audiovisuais. Contempla ainda instalações sanitárias de público e pessoal. Na cave, com acesso pela plataforma inferior de serviço, localizam-se os “Serviços Internos”, com zonas de: Recepção/manutenção de documentos; depósito central; pessoal; cais de carga/descarga da biblioteca itinerante; Instalações sanitárias e arrumos. 5. A solução estrutural e construtiva valoriza o granito da região como material nobre, de fácil manutenção e elevado rigor estético, integrando os muros existentes como elementos de forte marcação urbana e arquitectónica. O betão aparente e os perfis metálicos de suporte e marcação de vãos são materiais construtivos encontrados para completar a opção arquitectónica adoptada. O edifício está dotado de todas as redes técnicas de infra-estruturas necessárias à melhor e mais moderna funcionalidade. 6. A solução arquitectónica respeita os princípios orientadores do “concurso de ideias” que levou o júri, na altura, a atribuir-lhe o “Primeiro prémio”, sendo a integração urbana da obra, no conjunto das três valências, conseguia no rigoroso respeito e valorização do parque verde existente e das suas valiosas e protegidas espécies arbóreas. A relação da obra com “o sítio”, princípio orientador da formulação da “ideia” inicial, pode considerar-se como um objectivo que o novo equipamento cultural alcançou e que as futuras vivências funcionais irão confirmar. 7. A nova Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço é um equipamento com potencial transformador de mentalidades e comportamentos e gerador de condições para um mais sustentado exercício de afirmação cívica e de cidadania dos egitanenses com a sua histórica cidade. A cultura do livro e da leitura como exercício de consolidação dos direitos e deveres de cidadania exige um comprometimento colectivo entre a autarquia e os cidadãos, que passa pela concretização de equipamentos deste nível mas só alcança os resultados desejados no modo e empenho com que os mesmos são desfrutados e merecedores do carinho e afecto por parte dos seus utilizadores. A obra de arquitectura é só um suporte gerador de maiores e melhores vivências individuais e colectivas e, colocada ao serviço dos cidadãos, no caso de obra pública como esta, terá razão e justificativo em função da capacidade e interesse destes no seu uso e apropriação.
Fonte do texto e fotos : Câmara Municipal da Guarda - 21-11-2008